quinta-feira, 29 de abril de 2010

NOITE DE LANÇAMENTO E AUTÓGRAFOS



DIA 08 DE MAIO
DAS 19:30 ÀS 21:30

SALÃO NOBRE DA CÂMARA
MUNICIPAL DE COLORADO DO OESTE



Quando falam as flores


Um romance do Tempo...


Uma história que viverá em sua alma...
Uma Noite de Cultura e Bom Gosto!


PARTICIPE!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

ESCOLA DE ARTE


Desde o dia 17 de Março de 2010

A Igreja de Deus em Colorado do Oeste mantém o programa OFICINA DAS MÃOS

A pintura em tecidos é oferecida gratuitamente e com ampla alegria à pessoas da própria igreja e da comunidade em geral.

ALEGRIA - EVANGELIZAÇÃO - AMOR

É a Igreja fora de suas portas - Objetivo maior do projeto CIDADE REFÚGIO!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

RETIRO SAUDÁVEL E CRESCENTE - 2010



CONTEÚDO


Um Evento Inesquecível...


Um Lugar Incomparável...


Uma Presença Imensurável...


Uma unção Inegociável!





Foi tudo isso e um pouco mais. O Espírito Santo fez das palavras e da música uma colcha de retalhos, pedaços que curaram nossas almas e nos deixaram assustados com sua beleza e amor. Muita coisa ainda virá. E o que virá dele que não possamos amar e desejar?
Saudável e Crescente, sempre!

PRODAF - 2010


A Missão Renascer viajará em Março de 2010. Será de 05 a 15 em Goiânia - GO. O propósito é a divulgação do Ministério Anastásis.

O projeto do Anastásis está indo de vento em popa... Entre em contato conosco e conheça mais deste ministério precioso.

O Anastásis visa adolescentes e mulheres em situação de risco. Trabalhamos com casa feminina de recuperação e hospital dia para adolescentes.

Conheça, participe, ore!

A MISSÃO RENASCER ESTARÁ EM GOIÂNIA ENTRE 05 E 15 DE MARÇO DE 2010

Pr Eliel E. Morais - Presidente da Missão

Pra Tainá Marques - Diretora da base em Cerejeiras

Missionária Mara Célia - Diretora do Anastásis

Pr Luis Fernando - Diretor da base em Pimenteiras

O PICO DO MUNDO


Considerando a dor e a alegria

Dor e alegria vivem simultaneamente no ser humano. São moradores da alma, são parentes, quase gêmeos, porque, surpreendentemente, nascem todos os dias da mesma fonte, estão ligados à presença de uma coisa ou à ausência dela. Alegria nasce da presença de Deus e de pessoas, e a dor, da ausência, principalmente, de Deus. É verdade que muitas dessas dores se reportam ao corpo e outras são abstratas. Difícil é ponderar qual dessas partituras é mais difícil. Qual é mais doloroso, a falta de comida ou a fome da alma? Qual é mais custoso, a dor de uma fratura óssea ou a dor das quebraduras do espírito? Qual é mais complexo, a solidão de pessoas ou a falta de significado diante de Deus? E assim vai... Essas parábolas não têm fim. Se, para a maioria é difícil demais lidar com as dores físicas, que complexo então seria lidar com as abstratas! O humano é assim, e o mais revelador de tudo é que cada uma dessas coisas estão relacionadas a outra pessoa e a Deus. E a cura delas também. Como pudemos cerrar os olhos para algo tão elementar e, ao mesmo tempo, tão essencial? Como não pudemos enxergar que as curas que mais almejamos se resolveriam com beijos e adoração?
Ao escrever esta crônica, estou pensando em Clara e no encontro que teve com Francisco de Assis. Talvez muitas pessoas estejam como ele. Francisco foi ao pico do mundo, olhou em todas as direções e estava só. Que importa se a solidão vazou a alma de um homem há oito séculos? Que me importa agora se a presença de Clara foi o bálsamo que devolveu ao mundo uma personalidade tão intrigante com a de Francisco de Assis? Importa que ele estava só, ferido, como um animal, abatido. Importa que oito séculos se passaram e a grandeza da alma de Clara em suas palavras ainda cura. Era nisso que pensava quando iniciei este texto. Há pessoas que estão como Francisco e Deus as ama, como Clara amou o amigo solitário no pico do mundo.
Tento ser grande ao encerrar esta breve fala. Clara foi grande ao não expor as fraquezas e tentações de Francisco. Também isso me é um grande paradoxo. Como poderia eu ser grande como Clara foi? E a única coisa que muitos se lembram é fazê-la santa, algo tão distante da exuberante imperfeição dela. Explico-me. É que aquele bálsamo precioso, o que não tem mesmo preço, está posto diante de nós. Ele nasce todos os dias, é humano e é divino. É humano em almas singulares, imperfeitas e amantes, como Clara. Mas é também divino, por isso, salutar, na pessoa de Jesus Cristo, caçador das almas cansadas e abatidas, ele, o Senhor que procurou o caminho mais humano para lidar com nossas dores, sejam elas físicas ou abstratas. Ele tem um ungüento peculiar e íntimo chamado presença. Isso é alegria!

Paz e a gente se encontra pelos picos da alma humana...

Eliel Eugênio de Morais
Pastor

SOBRE UMA MÚSICA DE PROCISSÃO




O texto se refere a uma música feita para as procissões ao templo e deveria ser cantada na subida dos degraus da entrada. Há quanto tempo foi isso? Aproximadamente vinte e cinco séculos. Quanto tempo? Sorte nossa que a beleza e a verdade não se esvaem com a nossa cronologia. Sua medida de tempo não é a mesma da nossa vida fugaz.
E o compositor, que já se perdeu na ávida cronologia, disse que elevou seus olhos para as montanhas e perguntou: “de onde me virá o socorro”? Eu olho para mim mesmo, tantos séculos após e indo embora na mesma avidez do tempo, e me pergunto: socorrer-me de que? E a resposta se parece com um predador dançando no meu bolso vazio. Compreendo que essa resposta aponta em três direções. A primeira são os outros. Estou envolvido com outras pessoas. E elas também perguntam de onde lhes virá o socorro. É a fascinante, incontestável e machucadora teia dos relacionamentos. São eles que irão nos derrubar ou nos levantar. A segunda direção é dolorosa, mas pode ser também libertadora. Refiro-me à palavra pecado. Que palavra! É que ela é uma enfermidade daquilo que é legitimo, e muitos de nós estamos presos nessa doença pensando que ela é legitima. O problema é que ela, trapaceira que é, tem, independente de seus múltiplos sabores, um salário infalível: a morte da alma. Peado é aquilo que adoeceu uma coisa que era legitima. Veja isso. A cobiça é a doença do ter, o ciúme a putrefação do amor, a prostituição, seja ela física ou abstrata, é a fratura da integridade, o adultério é a corrosão da fidelidade, e tantas outras coisas... Não importa o que diga a sociedade ou as filosofias e ismos pós modernos, a enfermidade do legitimo não é mera escolha, é doença de alma e conduz à morte das coisas plenas: alegria, amor, adoração, convivência humana. A última direção que aponta a pergunta é para mim mesmo. Eu sou incuravelmente imperfeito e incompleto. E são esses pedaços de imperfeição que fazem da pessoa humana alguém tão impar e carente do socorro. E de onde ele virá? Quem me ajudará nas relações penosas, quem me poderá fazer sábio e puro diante da consistente e insistente arapuca do pecado? Quem me poderá conduzir diante dos reais pedaços imperfeitos de mim mesmo?
Aí vem o cântico da procissão nos degraus do templo. O meu socorro vem do senhor! Será possível um Deus que se interessa por essas coisas tão humanas? Pois o cântico ainda acrescenta: não deixará vacilar o teu pé, não serás molestado com o sol do dia e nem com a fadiga de alma na solidão da noite. É uma procura. Custosa, eu sei. Mas venturosa. Navega por onde é mais custoso ao ser humano: alma e corpo. Porém, se quer o que é legitimo, se quer uma alma saudável e um corpo livre, de onde virá o auxilio?
Pense nisso e busque na palavra o caminho que é mais venturoso. O texto é o salmo 121.

Eliel Eugênio de Morais
Pastor

SOBRE DOR E ESPERANÇA





O texto remonta a um antigo profeta do velho testamento, conhecido como o profeta do choro. E porque esse codinome? Porque chorou por seu povo, comparou seus olhos como uma cachoeira, disse que na calada da noite não encontrou o sono, que seu corpo doía e sua alma não mais podia achar descanso...
Isso acontecia porque viu a aflição e ela, por mais temporal que fosse, o fez andar por trevas medonhas. E sua carne envelheceu. Aí o profeta lança mão de três figuras para descrever sua dor. A primeira delas é um muro. Viu-se cercado por um muro que não podia atravessar e isso agravou as correntes que lhe prendiam. A segunda imagem é a de um urso de emboscada. O profeta foi sua vítima e seus ossos quebrados foram deixados na solidão. A terceira parábola foi a do arco e da flecha. E aí também, sua alma foi alvo. A flecha penetrou-lhe o coração e ele se viu farto de amargura e veneno... Tanta coisa, e o velho homem ainda se refere ao pranto por si mesmo e por sua família.
Porém, uma coisa acontece no último degrau de sua dor. É que ele olha o passado e diz que, certamente, se lembra das razões de tudo isso. Entretanto, ele vê outra coisa e a ela se apega: o futuro! “Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança”. Que encruzilhada, que escolha extraordinária. De um lado, o passado e seus motivos, e ele podia ficar ali remoendo suas figuras de dor, fazendo jus a seu codinome. Por outro lado, uma fresta de luz e a decisão de buscar na memória uma razão para ter esperança.
E qual foi essa razão? Pura e simplesmente a palavra misericórdia. A situação do profeta, de sua família e nação, era mesmo deplorável. Por isso se reconhece as misericórdias, no plural mesmo, como a causa de não sermos consumidos. E, por causa dessa palavra, o texto muda e suas figuras também. Fala de manhãs iluminadas, de cálices cheios. porém, ainda assim, lança mão de uma pergunta cortante: de que lamentam as pessoas? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados... Mas desça o rosto ao pó, prostre-se diante de Deus... Talvez ainda haja esperança. O profeta a encontrou florescendo no conceito da misericórdia, que é, simplesmente, não ser tratado como realmente merecia. Sei que aí se esconde um dos maiores e belos mistérios do imensurável amor de Deus.
É claro que a história e as figuras deste velho homem são uma paráfrase de nós mesmos. Aquele tempo são nossos dias e aquela geração são nossas pessoas. Então, o conselho não podia ser diferente do mesmo de lá: ”quero trazer à memória aquilo que me dá esperança”. E o que é? Também não é diferente. Não se deixe iludir. A mesma coisa que curou a alma do profeta, cura a nossa hoje.
Paz e a gente se encontra pelas misericórdias do Senhor que se renovam toda manhã.
Eliel Eugênio de Morais
Pastor